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quarta-feira, 21 de março de 2012

11/03/2012 Igreja de São Roque




Localização
Largo Trindade Coelho, Rua de São Pedro de Alcântara
Freguesia: Encarnação

Autoria
Baltazar Álvares e Afonso Álvares

Data
Século XVIII
Existiu no local uma primitiva ermida construída entre 1527 e 1530 consagrada a São Roque, padroeiro dos doentes com peste. Mais tarde os terrenos são cedidos pela irmandade de São Roque e por ordem régia à Companhia de Jesus recém chegada a Portugal em 1534. A história da Igreja de São Roque está ligada ao programa religioso imposto pelo Concílio de Trento, em que os estabelecimentos jesuíticos obedecem ao carácter didáctico representado por colégios e universidades. A igreja do século XVIII é ampla e sólida, apresenta uma só nave, desenvolvendo-se em andares com as respectivas tribunas. No seu interior encontram-se oito capelas, agrupadas quatro a quatro, e de uma capela-mor cuja iconografia reúne os principais santos devocionais da Companhia: São Francisco Xavier, São Luís Gonzaga, São Francisco de Borja e Santo Inácio de Loyola.
BibliografiaSANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, pp. 819-824.

11/03/2012 Igreja de Nossa Senhora de Jesus



LocalizaçãoLargo de Jesus, Rua Eduardo Coelho nº 95
Freguesia: Mercês


AutoriaArquitecto Joaquim de Oliveira (act. 1753-1803)
DataSéculo XVIII
A actual igreja resulta da reconstrução executada após o terramoto de 1755, quando ruiu todo o tecto de cantaria do templo, o retábulo do altar-mor e os arcos que dividiam o cruzeiro do coro. A nova igreja, sob a orientação e a acção de Joaquim de Oliveira, admite também a participação do arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, pela existência do arco contracurvado na fachada principal, "assinatura" característica deste último. A igreja, de nave única e planta rectangular, apresenta azulejos de grande profusão decorativa, mármores e painéis artísticos de temática essencialmente religiosa.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas é instalada na igreja, a paróquia de Nossa Senhora das Mercês e em 1838, nas dependências conventuais a Academia das Ciências.
BibliografiaSILVA, Raquel Henriques da, “Arquitectura religiosa pombalina”, Monumentos, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, n.º 21, Lisboa, Setembro 2004, p. 111.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

25/02/2012 Igreja do Corpo Santo



LocalizaçãoLargo do Corpo Santo
Freguesia: São Paulo

DataSéculo XVIII
A igreja apresenta características invulgares para o que é frequente encontrar na arquitectura religiosa nacional. A nave em forma octogonal inscrita num rectângulo confere ao espaço o significado de símbolo perfeito. A cúpula hemisférica e rematada por um lanternim solução geralmente adoptada para permitir a entrada de maior luz, talvez não fosse necessário num espaço pequeno, o que explica a singularidade do templo.
Na fachada é visível o frontão triangular em cujo tímpano se pode observar o símbolo da Ordem dos Dominicanos irlandeses com as triplas pilastras.

Bibliografia
CORDEIRO, Graça Índias e GARCIA, Joaquim, Lisboa freguesia de São Paulo, Lisboa, Contexto Editora, 1993, p. 33.

domingo, 11 de setembro de 2011

11/09/2011 Igreja do Convento de Santa Marta



LocalizaçãoRua de Santa Marta nº 50
Freguesia: Coração de Jesus
DataSéculo XVII


O mosteiro das Religiosas Franciscanas Clarissas da segunda regra de invocação de Santa Marta foi fundado em 1612, no local onde existiu um antigo recolhimento destinado a donzelas pobres datado de 1583. O edifício foi adaptado às novas funções conventuais sobressaindo do seu conjunto o claustro, a Casa do Capítulo e a Igreja, verdadeiros museus de azulejaria do século XVII e XVIII.
A igreja cuja entrada e acesso se faz por uma porta lateral como é habitual nos conventos de freiras, apresenta uma fachada sóbria. No seu interior, estão definidos dois andares, o inferior que corresponde às capelas laterais da nave e o superior às janelas iluminantes do espaço e a um corredor que comunica com o palácio dos Condes de Redondo, onde viveu a rainha D. Catarina de Bragança viúva de D. Carlos II de Inglaterra.
O Claustro maneirista com seis arcos de volta perfeita são idênticos aos da fachada da igreja. Os azulejos do andar térreo formam lambris com imagens de cestos com frutos e flores cercados de volutas.
As composições do terraço, de barroco tardio, apresentam anjos e urnas ornamentais.
A colecção mais notável encontra-se na Sala do Capítulo com entrada pelo claustro, sala cuja abóbada foi pintada e as paredes estão revestidas de azulejos. Actualmente celebra-se missa aos sábados e domingos.
BibliografiaSANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, pp. 853-854.
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, 1.ª ed., Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1975, pp.99-104.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

17/12/2010 Igreja de Nossa Senhora da Conceição / Igreja da Conceição Velha


Localização
Rua da Alfândega
Freguesia: Madalena

AutoriaArquitectos Francisco António Ferreira Cangalhas e Honorato José Correia

Data
Séculos XVI-XVIII

Em 1496 a judiaria grande é extinta e a sua sinagoga é incorporada para o culto cristão transformando-a em Igreja da Conceição dos Freires, coincidindo com o estabelecimento de uma nova paróquia, a de Nossa Senhora da Conceição.

Com o terramoto de 1755 a Igreja da Conceição dos Freires é demolida e os seus bens são integrados num outro edifício também de invocação a Nossa Senhora da Conceição, passando então a chamar-se de Conceição Velha.

A Igreja de uma só nave possui um portal manuelino, raro exemplar da representação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujo manto aberto e seguro por dois anjos, protege o rei D. Manuel I e a sua irmã a Rainha D. Leonor, fundadora das Misericórdias em Portugal.
O altar-mor corresponde à capela do Santíssimo Sacramento da antiga Igreja da Misericórdia. Junto da capela-mor pode-se encontrar o quadro dedicado à Nossa Senhora do Restelo, oferecido pelo Infante D. Henrique aos freires.
BibliografiaSILVA, Raquel Henriques da, “Arquitectura religiosa pombalina”, Monumentos, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, n.º 21, Lisboa, Setembro 2004, p. 112.